quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ação

Quando eu era teenager e morava em Curitiba, uma família mudou-se de São Paulo para a minha estaca. Família bonita e grande. Meu primeiro contato com a família foi com a mãe. Ela tinha acabado de ser chamada para trabalhar com as moças. Havia uma reunião de estaca para a liderança das moças e lá estávamos todas.

Minha primeira impressão foi: "Nossa, que irmã estranha. Tudo em São Paulo para ela é melhor." Isso porque toda vez que ela levantava a mão para fazer um comentário era "em São Paulo é assim..." "Em São Paulo é assado..."

Continue lendo, isso tudo tem um ponto :)

Em pouco tempo, conhecí a família inteira. Todos uns amores. Mas eu ainda achava que essa irmã era diferente pelas coisas que ela falava. Ela era do tipo, sem freio e filtro. O que passa na cabeça, ela fala. Seja para um estranho, conhecido ou até a própria família.

Depois de um tempo, eles se mudaram para nossa ala. Eu fiquei com medo porque vai que eu faço algo errado e ela fala na frente de todo mundo. No começo, eu a evitava, LIKE THE PLAGUE.

No entanto, não passou muito tempo, e eu a amava!! Ela não media para servir e amar as pessoas. Ela e o marido iam me buscar todo domingo para o ensaio do coral da estaca. Ela tinha tanta confiança e carinho por mim. Quando eu casei, o Sam e eu decidimos fazer um casamento civil bem pequeno, na sala dos meus pais. Só convidamos família e amigos e eram quase família. Não pude convidar a família dessa querida irmã. No entanto, ela não se ofendeu. Muito pelo contrário, ela nos deu um presentão!!

Eu estava refletindo sobre isso estes dias. Principalmente depois que uma conhecida postou no Facebook sobre refreiar a nossa língua. E daí eu pensei "nossa, eu espero que eu nunca seja julgada pelas coisas que saem da minha boca, principalmente nos momentos de frustração em que as palavras só são regorgitadas no ar sem pensar..."

Daí eu pensei nesta irmã. Sim, ela falava mesmo, sem dó e sem vergonha. Mas as ações dela falavam bem mais alto do que as palavras dela. Ela servia à todos, sem exceção. Ela é do tipo que dá de sí ao próximo. Mais que coisas materiais, ela dava de seu tempo, que na minha opinião, é um dos bens mais preciosos que temos. Ela tinha língua solta mas pelas ações dela, eu aprendi que não era maldade, era só o jeito dela. E que o que a definia para mim, era toda a bondade que ela tinha para com todos.

Então, eu pensei, não devo julgar ou me ofender com o que os outros falam. Devo olhar para suas ações e assim, verei as mãos do Senhor em todas as pessoas.

Eu sei que não devemos julgar, mas, como diz o Elder Bednar, temos que usar "good judgement." E eu espero que eu sempre lembre desse pensamento antes de me ofender com as pessoas pelo que elas falam. E eu espero que eu sempre seja julgada pelas minhas ações e não pelo que sai da minha boca (ou dos meus dedos em social media) porque às vezes só sai abobrinha.

Como diz o ditado: "Suas ações falam tão alto que eu não consigo escutar o que está falando" Eu espero que eu tenha tantas boas ações que as nhacas que às vezes eu profiro não sejam "escutadas"

Nenhum comentário:

Postar um comentário