quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Por Um Breve Momento

Meu querido bebezinho,

Eu lembro vividamente o dia em que fui a clínica para te receber. No monitor eu ví você, ainda pequena. Desse tamainho


Um era você, o outro seu irmãozinho(a).  Algumas semanas depois recebi confirmação de que você decidiu ficar na minha barriga e começou a crescer. Nunca imaginei que um dia eu iria poder ser mãe novamente.

Algumas semanas depois, logo que seu coraçãozinho começou a bater pela primeira vez, eu o ouví e o meu coração bateu mais forte pela emoção de te ter dentro de mim crescendo.

Apesar da náusea, acordar mil vezes durante a noite para ir ao banheiro, e o cansaço, eu estava tão feliz e grata por poder ser sua mãe. Eu mal podia esperar para poder ver o seu corpinho dentro de mim.

Com 12 semanas eu te vi pela primeira vez. Foi amor a primeira vista. Como eu queria que você já estivesse nos meus braços. Seus irmãozinhos também a viram e eles ficaram tão feliz. Eles não paravam de falar que viram o bebê na "baguiga da mamãe."


O médico muito atencioso deu a cada um de seus irmãos uma fotinha sua. O Thomas ficou tão feliz que até tirou uma soneca segurando sua fotinho.

Três semanas depois fui ao médico novamente. Fui tão animada para, quem sabe, ter certeza se você era uma menina como eu sentia que era. O médico muito atencioso começou o ultrasom. Foi aí que minha vida mudou. Seu corpinho parou de crescer e você voltou a viver com o Pai Celestial.


Essa é a última foto que eu tenho de você, mas você já tinha partido e seu coraçãozinho já não batia mais.

Naquele dia meu sol escureceu, meu corpo perdeu as forças e cada pedaço do meu corpo doía de tristeza por você não estar mais comigo. Eu senti que parte de mim se foi com você.

No dia seguinte eu fui ao hospital porque o médico tinha que remover seu corpinho. Durante o momento da aplicação da anestesia até ela fazer efeito, meu coração parecia quebrar em mais um milhão de pedaços e eu não consegui conter as lágrimas e uma crise de choro incontrolável começou. 

A enfermeira que cuidou de mim chorou comigo, apertou minha mão, acariciou o meu cabelo e sussurou no meu ouvido que tudo ia ficar bem, que logo a anestesia iria fazer efeito e eu iria sentir paz. Naquele momento senti que ela era a mão do Salvador, que as palavras dela eram as palavras Dele também. E assim fui levada pela anestesia.

Fazem 4 mêses que você se foi mas ainda sinto a dor da sua partida. Mesmo agora, enquanto escrevo, minhas lágrimas correm como se fosse ontem.

Nunca pensei eu que a sua existência, que foi tão breve, poderia causar um impacto tão grande na minha vida. Por causa de você, meu entendimento e apreciação da eternidade aumentou. Por causa da sua breve existência eu entendi mais o que significa a expiação de Jesus Cristo em minha vida, a restauração do evangelho e a importância de Templos para famílias serem eternas.

Você fez parte da minha vida por um breve momento, mas você para sempre a mudou. Eu vou sempre te amar e vou sempre lembrar de você. Os anos podem passar e meu cabelo pode virar uma bolinha de algodão branco, mas eu sempre vou tê-la no meu coração.

Uma amiga muito querida me deu o CD com esta música que foi escrita por uma mamãe que também perdeu o seu bebê. Hoje eu escuto ela e penso em você. 


As vezes parece que tudo isso foi um sonho. Mas daí dias como hoje vem e me mostram que foi tudo muito real. E nesses dias, apesar da dor, apesar da tristeza, eu não quero que ele vá embora porque é quando eu te sinto mais perto, que você é real. 

Hoje enquanto eu chorava eu expliquei para os seus irmãozinhos que eu estava triste porque você foi embora. Seu irmãozinho Thomas tentou me consolar me lembrando que "o bebê foi de volta com Jesus Cristo" e que você logo volta.

Eu não pude te segurar no colo, não pude cantar para você dormir, não pude beijar sua bochecha... Espero um dia poder fazê-lo e te dizer o quanto eu te amo e sempre vou te amar. Apesar da tristeza, meu coração está em paz de saber que você está com o Pai Celestial e Jesus Cristo. Que Eles estão cuidando de você. Eu não entendo todos os detalhes do Plano de Salvação, mas quem sabe você está até rodeada por aqueles que já se foram de nossa família e os que ainda virão para esta terra. Por este motivo eu consigo "move on." Isso me traz paz, isso me traz esperança.

Querido bebê, eu te amo.

domingo, 5 de junho de 2016

Anti-Feminismo

Pronta para ser apedrejada em 3.... 2.... 1.....

Estou no meu soapbox, então leia sob própria discrição.

Feminismo, um tema que tem circulado na minha mente por muito tempo. Desde minha época de universidade, quando tive uma aula de Psychology of Gender e Women's History.

Eu me achava super feminista..... Até alguns mêses atráz. Sim, eu sou a favor de igualdade no ambiente de trabalho, nas oportunidades na sociedade, equal pay, etc... Mas não quer dizer que eu sou feminista. Eu sou a favor dos direitos humanos.

Toda pessoa nascida tem direito de respeito, igualdade, etc... Independente de sexo. O que a pessoa nasce entre as pernas não define o que ela tem direito ou não. Mas o que a define e qualifica é simplesmente ser humano(a).

Houve sim mulheres que tiveram um papel importante e fundamental na história para que todos tenham os mesmos direitos. Exemplos como votar, poder ganhar uma educação, direitos de ter bens e etc... O que me faz ter reservas e não concordar com o tema "feminismo" é de como o termo automaticamente separa as mulheres dos homens. Se o tema é direito, todos deveríamos ter.

Sim, eu sei que há problemas em outros países em que mulheres não tem direitos. Elas têm suas genitálias mutiladas, são queimadas com ácido, não tem direito à educação, são predestinadas a casamentos forçados, etc... Isso para mim não são problemas que serão resolvidos pelo feminismo. Estes são problemas que serão resolvidos quando todos entenderem dos direitos humanos que cada um de nós temos.

O que eu mais amo na história das mulheres são aquelas que mudaram a mente humanda simplesmente fazendo o melhor que elas podem no campo em que elas dominam. Assim, abrindo o caminho para aquelas que vem atráz.

Um grande exemplo para mim foi a Billie Jean King. Ela ganhou a primeira partida televisionada de tênis entre um homem e uma mulher. Isso foi algo grande na história e ela estabeleceu grande respeito sobre o tema. Ela não ficou queimando sutiã ou brigando com as pessoas de que mulheres são capazes. Ela simplesmente mostrou que ela é um ser humano capaz, independente do sexo dela.

Eu lembro que depois de estudar sobre a história das mulheres, quando eu tinha uma carreira, eu queria ter o melhor desempenho. Eu sempre senti que o meu dever era mostrar que qualquer um podia ter um bom desempenho. Eu trabalhei duro, dias e semanas longos, mas provei o meu mérito. Em momento algum me senti discriminada ou sem voz.

Hoje eu sou grata que eu não fiquei presa no pesamento que eu tinha que provar que era boa só porque eu era mulher. Eu só queria ser respeitada profissionalmente como todo mundo, e fui. Tanto é que ao deixar a empresa tive uma conversa com o meu diretor que me ajudou a poder me desligar da empresa mais rapidamente para que eu pudesse ser mãe de tempo integral.

Eu nunca consegui formular uma maneira de expressar meus sentimentos sobre feminismo. Eu conversei bastante com a minha irmão sobre isso. Ela é a única que sabia como eu me sinto sobre o feminismo.

Acho que depois de muito pensar sobre o tema e depois de ler o que está abaixo, consegui escrever um pouco do que penso sobre o assunto.

Aqui está, leiam na íntegra.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Coincidência?

Sabe quando você fica pensando e pensando sobre um certo assunto... Você faz oração por causa dele e ele não sai da cabeça...

Daí, de repente, você abre algo completamente randômico... Tipo, uma revista que sempre quando chega, vai direto pro lixo, mas que você resolve abrir sabe se lá porque... E daí você dá de cara com algo que te ajuda a entender o assunto que não lhe sai da cabeça fazem semanas, até mêses?

É, tive um desses, agora à pouco... E foi isso aqui:


"The brave and the wise can both pity and excuse when cowards and fools show no mercy."
Carl Van Down (eu acho que é isso o nome)

"O Corajoso e o sábio podem ter ambos piedade e perdão quando covardes e tolos demonstram nenhuma misericórdia." (algo assim)

Coincidência eu abrir essa revista e deparar com essa sitação? Estou 100% certa de que não.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Fé e Azaléias, Quem Diria...

Hoje eu acho que finalmente clicou o que é ter fé e o que realmente significa fé. Assim, eu sei o que é fé com aquela resposta automática.

Fé é ter conhecimento daquilo que não se vê mas que é real.

Mas na aplicação do dia-a-dia. O que isso significa... Eu entendi depois que minha plantinha começou a crescer pequenas bolinhas, projetos de flores.

Minha cunhada Rebekah tem um pé de azaléia na mesa de jantar. Eu sempre achei lindo porque ele fica todo florido. E o Sam viu o quanto eu gostava do pé e me deu um de dia dos namorados no ano passado (Fevereiro nos Estados Unidos). Ele veio todo lindo e florido também, como o da minha cunhada.

E daí as flores naturalmente murcharam.

E foi a última vez que teve flor...

Eu fiquei triste, mas fui colocando água. E nada das bixinhas voltarem. Daí nos mudamos em Setembro e a cozinha é maior e tem mais espaço. Então deixei a plantinha no meio da cozinha e decidi regar pelo menos um dia sim e um dia não.

E reguei, reguei, reguei mas sem a certeza de que ela ia florir. Foram mais de 3 mêses... Mas não desisti. Porque a fórmula com planta é essa, vc planta, rega e espera... E a gente vai ajustando até pegar o jeito da plantinha. E daí a gente sabe se acerta se dá fruta ou se dá flor, que é quando a planta está feliz e sadia.

E os dias foram passando e nada, mas fui regando...

Um dia eu estava no telefône e apoiada em cima de onde a plantinha fica. Daí olhei para ela e....

Tah dah!!!


Ví essa bolinha... Eu até dei um pulo. Peguei o celular e tirei uma foto para mandar para minha cunhada (essa foto mesmo), porque ela sabe como eu estava triste que a minha plantinha não floria que nem a dela.

Foi daí que clicou...

A flor ficou quase um ano sem dar flores apesar de eu estar regando. Daí fui ajustando as regadas com a fé de que ela ia dar flores. Não foi do dia pro outro da minha decisão de regar com tal constância de que ela começou a brotar flores. Foi depois de muito regar.

E assim é fé, fé é regar. É regar, regar, regar, regar com a esperança de que o que estamos regando irá desabrochar. 

Na aplicação do dia a dia com nosso testemunho de Deus e o evangelho DEle. A gente não recebe respostas no momento que a gente pergunta. A gente tem que demonstrar fé. Fé é ler as escrituras, continuar orando, indo para a Igreja, indo ao Templo. E ir mudando a dosagem (quantidade de água e dias que se rega). Fé é acreditar nas instruções, de que planta precisa de água regularmente. As instruções espirituais é de que se a gente lê as escrituras, guarda os mandamentos. E se a gente continuar as respostas virão. E elas vão vir uma vez que a dosagem estiver certa e o nosso coração pronto.

Fé traz paz, traz amor, mesmo para aqueles que estão throwing tantrums porque não entendem. Fé nos muda por dentro. Fé faz o mundo colorido e a vida feliz.

E assim como foi lindo notar que aquela bolinha, início de flor, estava crescendo, é lindo, de repente, notar que nossa fé cresceu.

É lindo também finalmente aprender que o primeiro passo na escuridão realmente acende a luz.

Mais sobre fé, aqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Joy

Eu adoro filmes de histórias verídicas. Ainda mais se tem um "viveram-felizes-para-sempre" no final. E adoro ainda mais esses filmes quando são interpretados por alguém que admiro e gosto. Hoje fui no cinema com minha amiga e assistimos "Joy" e a "Joy" era a Jennifer Lawrence que admiro demais.

Para quem não assistiu esse filme, eu super recomendo. Nunca mais vou olhar o mop, que antes eu odiava, do mesmo jeito. Apesar de ele ter descolado a minha unha várias vezes tentando torcer ele o máximo possível... Acho que gostei do filme também porque tem a ver com patentes. E meu maridinho querido é advogado de patentes.

E eu gosto da Jennifer Lawrence. Me dá impressão que ela, nos filmes que assisti até hoje com ela, só faz filmes com uma boa mensagem. E adoro que ela é tão cautelosa em como a mídia fala dela e como ela expõe o seu corpo porque ela sabe que é um "role model" para várias jovens.

O mundo precisa de mais pessoas como a Joy e minha amiga Jennifer


E para quem gosta de música, aqui está uma da Mallu Magalhães.


Adoro a musicalidade dela. Tive o privilégio de trabalhar com o "sogro" dela, pai do Marcelo Camelo e eu super admiro só de escutar as histórias que o pai dele me contava.


O Caso Do Feijão...

Ultimamente eu ando super distraída. Um exemplo:

Estou em uma missão de congelar bastante comida para casos de emergência. Daí, estou no meu quarto e penso "tenho que ir para a cozinhar colocar o feijão para congelar."

Daí eu saio do quarto e vejo roupa suja dos meninos no corredor porque no dia anterior o pai deles deu banho neles. Daí eu pego a roupa e volto pro meu quarto para por no cesto. Daí eu vejo que eu esqueci de pendurar uma blusa, daí eu penduro.

De repente eu lembro que tenho que descer e colocar o feijão para congelar.

Daí eu saio do quarto e escuto dois meninos gritando... Daí corro e separo a briga e vejo uma bagunça fenomenal. Então, eu começo a arrumar com eles.

No decorrer da arrumação eu sinto cheiro de cocô. Então eu deixo a metade da desarrumação e vou trocar fralda. Daí eu levo a fralda suja na lixeira da cozinha e lembro do feijão.

Mas daí eu tenho que ir para o banheiro lavar a mão. Quando chego lá, lavo a mão e lembro que não escovei o dente dos meninos, daí eu escovo.

Quinze minutos depois eles estão prontos e daí lembro do feijão.

Vou na cozinha, entro na dispensa e lembro que eu tinha que colocar as compras de supermercado. Daí eu começo a colocar, mas daí penso que colocar o feijão no congelador é mais urgente, daí eu paro de guardar e vou pegar os ziplocks.

Quando eu vejo a prateleira dos saquinhos, eu vejo a bagunça que está e começo a arrumar, mas daí na metade do caminho eu lembro do feijão.

Nessa, já é hora do almoço então eu resolvo só dar o feijão para os meninos... E lá vai o feijão que eu ia congelar...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Fricassê de Frango




1 lata de creme de leite
1 lata de milho verde
1 copo de requeijão cremoso
100 g de azeitona sem caroço
2 peitos de frango desfiado
200 g de mussarela fatiada
100 g de batata palha
1 xícara de água
1 pitada de sal

Bata no liquidificador o milho, o requeijão, o creme de leite e a água.
Refogue o creme do liquidificador com o frango desfiado, as azeitonas e o sal até ficar com uma textura espessa.
Coloque o refogado numa assadeira, cubra com mussarela e espalhe a batata palha por cima.
Leve ao forno até borbulhar. Sirva com arroz branco.

Tempo de preparo: 30min

domingo, 27 de dezembro de 2015

Focus

Outro dia fui no Chuck-A-Rama. Somente os meninos e eu porque o Sam estava trabalhando e eu estava na rua com preguica de voltar pra casa cozinhar...

Enquanto estavamos comendo, eu olhei em volta e vi um monte de velhinhos em diferentes mesas. Uns somente com o conjuge e outros com outros casais ou filhos/netos. E dai a cabeca comecou a maquinar...

Quando eu estava no segundo grau aqui nos Estados Unidos (High School) eu tive que assistir para uma aula de historia um filme chamado "North & South" que se trata da epoca em que este pais estava dividido por causa da questao dos escravos. O Sul dependia dos escravos para a economia, mas o norte se opunha por causa da essencia moral da pratica.

Os dois papeis principais eram amigos. Eles lutaram varias guerras juntos. Um era do Norte e o outro era do Sul. Ambos lutaram na guerra civil e ambos tinham opinioes divergentes. No entanto, eles ainda eram amigos. Algo do filme que ficou comigo ate hoje eh qdo a pessoa do sul fala para seu amigo do norte que para continuarem amigos, eles nao podiam falar sobre o assunto dos escravos. E ele queria continuar amigos e, assim, continuaram.

Eu nao lembro direito o que acontece no final com a amizade dos dois, mas o que lembro eh que eles eram amigos mesmo com a guerra e tudo mais porque eles conheciam a essencia um do outro.

Entao ao olhar esses velhinhos eu me dei conta de que essa eh a geracao deles. A geracao de que se algo quebra, se conserta, se ha opinioes diferentes nao faz mal porque o que importa eh que cada um conhece a essencia do outro e isso basta. Ha respeito e admiracao.

Na epoca deles, nao havia informacoes tao facilmente disponiveis como temos hoje. Na igreja, uma das irmas bem velhinhas fez um comentario na sociedade de socorro sobre isso. Como temos tudo na palma da mao e na epoca dela nao era assim.

Antigamente, para obter conhecimento, alem de ir para a escola, se conversava com pessoas peritas no assunto, se lia livros de pessoas que entendiam de verdade do assunto e tinham umas letrinhas do lado do nome que lhe davam credito (MD, PHD, JD, etc), se falava com os mais experientes no assunto.

Quando amigos tinham opinioes diferentes, nao importava, porque todos se respeitam e sao seguros de si entao nao ha a necessidade de se sentir validado para se amar o amigo. As geracoes anteriores sabem o valor da essencia de uma pessoa. O valor de uma amizade. O valor de se respeitar.

Isso tudo me fez lembrar de uma colega de trabalho que eu tinha. Ele ja devia ter uns 70 anos. Ele era bispo. Eu adorava sentar no escritorio dele e conversar sobre coisas diversas. Um dia ele e eu estavamos conversando sobre cancer porque ele estava com cancer de pele. E eu falei o que o medico naturologista me falou no Brasil sobre cancer, protetor solar e proteina animal. Ele escutou calmamente e nao me interrompeu. Quando eu terminei ele falou "muito interessante o que voce acredita." Em uma simples frase ele mostrou respeito e me informou que nao acredita no que eu acredito. E ele nao tentou me provar errada nem nada. E logico, por respeito, mesmo se nos nao tinhamos a mesma opiniao, eu nao ia ficar bashing nele. Ainda mais porque eu gostava muito dele. Ele faleceu ha um ano atraz.

Ele vem dessa geracao que eu descrevi.

Como pode uma pessoa que nunca viveu nessa era, sentir saudades dela? Eu sinto. Eu sinto saudades do "focus"  dessa geracao que hoje tem cabelos brancos e maos enrugadas. Eu sinto o maior desejo, aquele que vem do amago, de ser como eles sao. De ser uma amiga como eles sao. Eu nao estou nem perto de ser, para ser sincera. Mas sou grata que eu tenho tantos bons exemplos para eu seguir e ser melhor.